Consultas Médicas da Semana

18/07 – Consulta com Dr. Fabio Bottini – durou cercar de 7 minutos, a primeira coisa que ele disse foi que ele não faz parto pelo convênio. Não perguntou como me estou sentindo, não me examinou, não me olhou. Somente fez uma guia de US e pediu para que eu procurasse um laboratório.
Falou de uma vez só e sem sequer tomar ar para que eu passe repelente 2 vezes ao dia, protetor solar com fator 30 a 35, hidratante do pescoço para baixo e SÓ!

O que eu senti? Frustração e desrespeito.

21/07 – Consulta com Dra Patricia – durou 1 hora no mínimo, me parabenizou pela gestação, perguntou como eu me sentia, como estava me alimentando, etc, etc.
Fizemos um ultrassom na clínica mesmo e vimos nossos bebês pela primeira vez com 7 semanas e 1 dia. São gêmeos!!!! A imagem mais linda que já vi na vida. Ela não faz parto pelo convênio e achei legal ao menos perguntar se ela gostaria de nos ajudar nesse momento e nos acompanhar no pré natal. Estou aguardando o orçamento da administradora da clínica dela.

Ah, esses dois são muito fortes! Estão perfeitinhos e corações batendo acelerados a 136 por minuto.

O que eu senti? Acolhimento, carinho e a maior felicidade do universo!

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Para o dia 03/08 tenho consulta com o Dr. Sergio, que fez o pré natal e parto da minha amiga no Hospital Santa Joana. Dizem as más línguas que ele não cobra nada extra para fazer o parto pelo convênio. Mas é claro, que eu tenho que ter uma conexão com ele… uma confiança, segurança.

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Resumo dos últimos capítulos

Para começar, fiquem tranquilos que não abandonei meu blog. Estava apenas administrando questões da minha mais nova fase – a gestação tem dois lados, e as pessoas só falam do lado bacana.

Resumão pós positivo:

1. Minha médica viajou assim que soubemos da gestação. Até o momento não fiz ultrassom para saber se é 1 ou se são 2 bebês.

2. Contei no trabalho assim que soube, quase fui fuzilada. Me sinto vigiada as oito horas do dia que fico naquela cadeira.

3. Projeto Estresse rolando no trabalho. Mal conduzido e imaturo demais para um go live.

4. Minha mãe querendo fazer um mundo de roupinhas de lã – que eu detesto e não vou usar nos meus filhos. Quando eu digo que não gosto de lã e que ela não precisa fazer, ela sai gritando pela casa e batendo os pés.

5. Marido não tá afim de ajudar com as tarefas domésticas.

6. Comer bem é fácil…. Durante a gestação, não é bem assim. Eu tenho vontade de tudo, o tempo inteiro.

7. Não suporto que toquem minha barriga.

8. A dificuldade em encontrar um médico que faça o pré natal e o parto pelo convênio, sem que vc tenha que gastar dinheiro.

Estou grávida de 7 semanas, não iniciei meu pré natal. Estou bem frustrada e preocupada. 😖

 

 

D5

Já estou no D5 pós transferência, muita ansiedade. Fora gases, coliquinhas e dor nos seios, nenhum outro sintoma.

Vejam abaixo um resumo do que acontece no nosso organismo quando transferimos blastocistos de 5 dias.

Embriões de 5 Dias

Dia 1: O blastocisto começa a sair de sua “casca”

Dia 2: O blastocisto continua saindo de sua casca e começa a “grudar” (implantar) no útero

Dia 3: O blastocisto fica ainda mais preso ao endométrio

Dia 4: O processo de implantação continua

Dia 5: O processo de implantação está completo e as células que eventualmente se transformarão em placenta e no feto começam a se desenvolver

Dia 6: O hormônio gonadotrofina coriônica (hCG) começa a circular pela corrente sanguínea da mãe

Dia 7: O desenvolvimento fetal continua e os níveis do hormônio hCG continuam aumentando

Dia 8: O desenvolvimento fetal continua e os níveis de hCG continuam aumentando

Dia 9: Os níveis de hCG já são suficientemente altos para se detectar a gravidez pelo exame de sangue.

D1 e D2

D1 – nenhum sintoma  e muita raiva.

Permaneci o dia inteiro deitada em repouso absoluto assistindo séries na netflix e contando até 10 para não explodir. Um pedreiro e um encanador consertando telhas quebradas e limpando calhas faziam um barulho ensurdecedor. Minha vizinha ajudando o marido com a mudança de equipamentos de trabalho (ele é serralheiro) e correndo atrás de duas crianças barulhentas.

Minha mãe batendo na porta do meu quarto a cada meia hora para saber se eu estava bem. Meu pai faxinando a minha cozinha e batendo panelas.

A paciência estava curta, resolvi sair um pouco na rua para espairecer. Quando resolvi voltar (imaginando que todos já haviam ido embora e enfim ficaria em paz curtindo os babies), tinham acabado de roubar o carro da minha mãe na porta de casa. Ela em pânico, tremendo igual vara verde, chorando e sendo amparada pelos vizinhos. E eu nervosa com a reação dela…. caramba, o carro tem seguro, ela estava viva, não levaram bolsa, celular.. nada. Que raios de desequilíbrio e apego material era aquele? Quem não podia passar nervoso? Euuuuu! 😠

D2 – cólicas como se fosse menstruação, muitos gases e falta de ar.

Dia de voltar a realidade, voltar ao trabalho. E como encarar aquela cara de quem duvida do seu atestado médico?Uma forma velada de autoritarismo e punição de alguém que nada tem de liderança, mandando e-mails com ordens do tipo “fazer para hoje”. Eu detesto essa falta de empatia e de maturidade. Mas enfim, fiz tudo que estava programado para hoje. Cheguei no horário, e saí no horário.

Orando por dias melhores.

D0 – o dia da transferência de embriões

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O dia mais esperado da minha vida chegou. Saber que dentro de mim existem dois amontoadinhos de células formados por um pedaço meu e do amor da minha vida…. ❤

O processo foi rápido, já cheguei ao laboratório com a bexiga cheia. Preenchi os documentos e logo em seguida, o médico chegou.
A enfermeira me levou para o vestiário e passou as últimas instruções enquanto meu marido também foi se preparar.
Quando entrei no centro cirúrgico, ele estava sentado ao lado da mesa vestindo touquinha e máscara. Ainda brinquei chamando ele de Dr. Hans Chucrutes (do Pica Pau, sabe???
Sou uma garota anos 80 rs).

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O Dr. Georges estava super tranquilo e conversou comigo olhos nos olhos explicando o que aconteceria a seguir. Elogiou minha conduta durante o tratamento e começamos.
O único desconforto foi quando ele colocou o espéculo e passou o catéter… mas ao ouvir a ordem dele para as embriologistas, eu fui ao céu e lá permaneci: “podem carregar”.
Isso significa: “pode trazer os embriões”.
Arregalei os olhos e fiquei hipnotizada com as imagens em preto e branco do ultrassom. Por dentro do cateter já instalado, foi inserido um outro por onde passaram os bebês. E como um rastro de luz, eles apareceram no monitor. Um ao lado do outro. E assim ficaram.

Terminando o procedimento, foi a vez do Dr. Georges passar a orientação ao meu marido: trate ela como uma rainha, ela tem as jóias mais preciosas dentro dela.

Fiquei por meia hora no repouso pós transferência. Quando estávamos a sós, olhei para o meu marido e seus olhos estavam vermelhos… caíram umas lágrimas, seguidas das minhas.
A partir daquele momento formamos a nossa família.

Saber que tenho esse companheiro ao meu lado para sempre me enche de orgulho.

Quase lá

Hoje eu conheci 3 das delícias de um processo de Fertilização In Vitro:

  1. Receber uma carta falando sobre a qualidade dos seus blastocistos categoria 4AB!
  2. Poder fazer o pagamento do descongelamento desses embriões.
  3. Receber uma mensagem dizendo que o exame de Zika deu negativo e que os exames hormonais estão perfeitos para os próximos procedimentos.

Contagem regressiva, hoje começo a utilizar Utrogestan (progesterona) 800mg/dia.

Essa medicação é indicada na implantação do embrião no útero materno e muito importante, já que é esse hormônio que mantém a gestação!

Mais alguns dias e eu serei a mulher mais feliz do mundo inteiro.

 

 

Oxum x Flores x Sentimentos

Frio de rachar em SP e em grande parte do Brasil.

Nesse tempo, eu tenho preguiça de existir e ainda mais quem veio me visitar novamente?!?!?! Ela… a grande… incansável… já best friend forever GRIPE!

Mais uma vez, esta que vos escreve está sofrendo.

Bora lá, contar “causos” e desabafar para melhorar o dia.

A primeira coisa que eu gostaria de contar é sobre minha experiência umbandística(?).

Minha manicure é mãe de santo e como nos conhecemos de uma forma mística, como se já tivéssemos convivido três eternidades juntas, aceitei seu convite para uma gira de umbanda em sua casa no dia 04/06.

Ela incorpora (não sei se essa é a palavra correta) um orixá chamado Oxum.

Oxum é a deusa  do ouro, das águas doces, cachoeiras, do amor, prosperidade e beleza. Segundo contam, ela também guarda a fertilidade das mulheres e zela pelos bebês enquanto estão no ventre materno. Sua cor é amarelo.

Tendo em vista essa descrição, me comprometi a levar flores para Oxum.

Comprei 2 dúzias de rosas, girassóis, um punhado de florzinhas amarelinhas tipo mosquitinho e algumas gérberas. Chovia muito naquele dia e a gira aconteceria da mesma forma, caso a chuva não desse trégua.

Arrastei maridón e foi lindo!

Achei fantástico o culto aos orixás… as danças… o ritmo… e as pessoas incorporando suas entidades (me perdoe se eu falar algum termo que não seja adequado). Sensação de paz inexplicável e ao final da gira, recebi uma rosa da Oxum.

Enquanto todas estavam em fase de “botão”, a minha começou a desabrochar de uma vez. Menos de 8 horas depois, já estava completamente aberta e até hoje – 14/06, não caiu sequer uma pétala. A orientação que tive é que no dia da transferência dos embriões, devo tomar um banho e em seguida misturar essas pétalas num recipiente com água e com muita fé jogar dos pés a cabeça determinando o sucesso da minha gestação.

Agradeço a oportunidade de conhecê-la mamãe Oxum.

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Mudando de pato para ganso, ontem tive ultrassom com a dra. Patrícia.

Meus cistos dos ovários estão diminuindo e o endométrio já está bem fofinho para receber nosso filho. Digo nosso filho, porque tenho uma sensação plena de que teremos um menininho chamado Sebastian. Essa semana até sonhei que estava em outra dimensão e escolhia a data de seu nascimento – 07/03/17 – e fazendo as contas, se fizermos a transferência dos embriões neste ciclo a previsão de nascimento está dentro dessa data.

Bom, tudo certo e marcado para a transferência dos embriões no dia 20/06. Repeti o exame do Zika Vírus ontem, que por determinação da Anvisa tem validade somente de 30 dias e o meu exame anterior vence no dia 16/06.

Hoje cedo fiz a coleta de sangue para exames hormonais – LH, Estradiol e Progesterona.

Tá chegando o grande dia e acabou de bater um “medinho”. Mas vamos com medo mesmo.

 

TPT – Tensão Pré Transferência

Sabe aquela impaciência e sensação de que o tempo não está andando, não está colaborando com seus planos? Aí ao mesmo tempo, eu olho para trás e percebo o quanto já caminhei nesse processo chamado Fertilização In Vitro.

Já passei da metade do caminho, meus blastocistos estão prontos, saudáveis e congelados. Meu endométrio está engrossando para recebê-los, semana que vem começo a utilizar progesterona.

Há quatro meses, nem perspectiva de engravidar eu tinha!

Mas quando tem que ser, as coisas vão caminhando… dando certo… Não no nosso tempo…. mas acontecem.

Essa sensação louca se chama Tensão Pré Transferência, e para deixar mais claro a quantas batem meu coração no momento – hoje, 07 de junho de 2016, faltam 13 dias para a transferência dos meus blastocistos. Isso significa que daqui aproximadamente 312 horas, eles passarão do gelo para meu corpo quentinho. São apenas 18.720 minutos até lá.

 

Ultrassom e entrega dos sapatinhos

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Manhã de US na clínica.
Meus ovários estão diminuindo aos poucos, mas ainda tenho alguns cistos em consequência da medicação que usei para a FIV.
Meu endométrio está evoluindo conforme o esperado e a previsão para transferência dos meus bebês é 20/06.
Aproveitei o encontro com a dra. hoje para entregar os sapatinhos de boa sorte para a receptora.
Eles ficaram um tempo no meu oratório, onde meu marido e eu dirigimos nossas orações e bons pensamentos para esta família que se construirá com meus óvulos doados.
Esta família ficará para sempre nos meus pensamentos e no meu coração. Espero sinceramente que essa(s) criança(s) leve alegria e amor por todos os lugares.